Rankings

Uma Sucessão 100 Razão

Nota prévia: O texto que, abaixo, partilho, reflete uma imagem, feia, da matemática.

Reflete, igualmente, porquanto invoca, sem nomear, o concreto, uma imagem, feia, da ética, tomada numa perspetiva exigente.

Permitam-me, assim, que, antecipadamente, peça desculpa.

Sucedem-se, ano após ano, numa Progressão, Aritmética, as contas, as Médias, as tabelas e, as listas.

No Termo seguinte, identificam-se, sempre – os textos, as notas, as opiniões, as contradições e, as entrevistas.

São as melhores, as piores, os contextos, as habilitações, as teses, as conclusões, os Teoremas e, as Razões.

São as Médias, os Binómios, os Rankings e, as ilusões.

Estão na Moda, são transparentes, efetivos, verdadeiros e, não permitem confusões.

Atento, li a matriz, escutei as conversas, as alusões – são os Professores; os projetos; o compromisso; a excelência; os fotógrafos e, as classificações.

Fui ver. Sequenciei o ADN, estudei a Biologia – 9,75; fossilizada, com a Geologia, e questionei: E os Professores? E os projetos? E o compromisso?

Continuei, descendo, na escada de sequenciação, até ao 9.º ano, tendo atingido a 49(…).ª posição da Série da cadeia, de avaliação.

Voltei a questionar. E os Professores? (…).

Não. Para este teorema, não conheço demonstração.

Sucedem-se, ano após ano, as apresentações, dos Rankings, dos resultados, dos estudos, dos contextos, das opiniões, das contradições – numa repetição, legítima, que merece, a contribuição, humilde, das diferentes reflexões.

Estude-se o caso, olhe-se, a fundo, demonstre-se o Teorema, corrijam-se as “narrações”, mitiguem-se as ilusões, cumpram-se as obrigações.

Jorge Manuel Ventura

Professor


Observação 1: quando se olha, se repara, no Ranking, não se pode deixar de olhar, reparar, na comunidade. Quando se olha, se repara, no Ranking, não se pode deixar de olhar, reparar, na órbita, nas influências, nas forças que determinam os percursos.

Quando se olha, se repara, no Ranking, não se pode deixar de olhar para o Universo.

Nota: O texto, acima, poderia ter como título: uma Sucessão de equívocos.

Observação 2: Aconselho a leitura do texto, de opinião, que partilharei, subsequentemente, que permitirá ler, o presente, de modo integrado.

“ Entre todos os contratos pelos quais uma multidão de homens se religa numa sociedade (pactum sociale),o contrato que entre eles estabelece uma constituição civil (pactum unionis civilis) é de uma espécie tão peculiar que, embora tenha muito em comum, quanto à execução, com todos os outros (que visam a obtenção em comum de qualquer outro fim), se/distingue, no entanto, essencialmente de todos os outros no princípio da sua instituição (constitutionis civilis). A união de muitos homens em vista a um fim (comum) qualquer (que todos têm), encontra-se em todos os contratos de sociedade; mas a união dos mesmos homens que em si mesmos é um fim (que cada qual deve ter), por conseguinte, a união em toda a relação exterior dos homens em geral, que não podem deixar de se enredar em influência recíproca, é um dever incondicionado e primordial: uma tal união só pode encontrar-se numa sociedade enquanto ela radica num estado civil, isto é, constitui uma comunidade (Gemein Wese).

Immanuel Kant, A Paz Perpétua e Outros Opúsculos

A Voz do Silêncio

Caminho, de mão dada com a brisa, que derruba a Primavera, numa coreografia de sombras, que me expõe a luz, intensa, próxima, íntima, do Verão que se aproxima, atraído pela beleza e luminosidade, da Terra, que se inclina e me convida, com a voz do silêncio, a percorrer os trilhos, envergonhados, da simplicidade dos tons, escarlate, da humildade.

Rendido, percorro o tapete, estendido, da liberdade, que me conduz pelos recantos, elegantes, decorados pela simplicidade da paz, recatada, dos ambientes, amenos, da natureza discreta, esquecida, desprezada, perdida.

Escuto, na voz do silêncio, a declaração, tímida, da papoila, vaidosa, que emerge, solitária, de um jardim de cascas, pinhas e, ervas, que testemunham o embaraço, rosado, da surpresa, e beleza, da natureza, discreta, esquecida, desprezada, perdida.

Caminho, na companhia da brisa, amena, que me mostra, na pobreza, toda a beleza, da natureza.

Jorge Manuel Ventura

Professor

“Por detrás das Nuvens”


Em 11 de junho de 2020, partilhei, neste espaço, os “traços de personalidade” da “plataforma” que nos lançará numa “viagem” aos territórios, inacessíveis, da verdade absoluta, num exercício, dualista, da expressão da ausência.

Oportunamente, neste mesmo espaço, apresentarei o itinerário na expectativa de que, preparada a bagagem, possamos, na “ausência de gravidade”, viajar, por detrás das nuvens.

Jorge Manuel Ventura

Professor

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Observação: Consciente das, enormes, limitações, enquanto tripulante, peço, antecipada e, humildemente, desculpa pela, eventual, turbulência.

VIDA

Capítulo 4

Procuro, no Baú da memória, suportada em imagens e histórias, reconstruir o momento em que, resgatado, pelas mãos, fortes e ensanguentadas, do “Adamastor” da foz, desaguei neste oceano de ventos de afeto e correntes de emoção.

Dobrado o Cabo, experimentei a aventura do mergulho, profundo, nas águas agitadas do crescimento, iluminadas pelos raios, de luz, da aprendizagem, submetido à pressão da “pressa” e à ilusão da imagem.

Fascinei-me com a beleza, intensa, da natureza submersa, adornada por corredores de luz, de cor, de vida.

Confiei no efeito, tranquilizador, das águas temperadas e, calmas, da sensatez, do equilíbrio, do amor, que nos suportam, pela força do afeto, iodado, da razão, compromisso, educação.

Explorei ruas, avenidas, cidades e vilas, desfiladeiros de vida, de luz, de escuridão, agressividade e traição, palcos de paixão, de construção – de destroços, que sinalizam naufrágios, convertidos em puérperas paisagens, fontes de vida, silvestre, opulenta, que emerge da construção e arte, desenhadas na passagem.

É o tempo, a aventura e a vida, a ambição, a conquista, a limitação, a regularidade dos dias, vencidos, pelo aproximar da noite, submetidos à inexorável condição que lhe esboça a orientação, da translação, rotativa, repetida, submetida ao sentido, único, das correntes de emoção, “alimentadas” pelo “sopro” da, incontornável, razão, de viver a aventura da beleza, do mergulho, do vislumbre do trecentésimo sexagésimo grau, de cada oxigenação.

Jorge Manuel Ventura

Professor


Observação: o capítulo 4, Vida, ocupa o quarto quadrante da construção, metafórica, do sentido, do tempo, das fronteiras, da vida.

Define a circunferência que nos baliza o quotidiano.

“ O conhecimento a que a geometria aspira é o conhecimento do eterno.”

Platão, A República

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Imagem: pintura de Salvador Dali

SENTIDO(S)

Capítulo 3

Atento, olho a vírgula, o ponto, o espelho.

Reparo, leio as pregas, os vincos, a expressão e a córnea – que me traz a luz e protege a retina, que me mostra o mundo, os corpos, os objetos, as cores, os sorrisos, as lágrimas, as emoções, a felicidade.

Percebo o tempo, as células e a velocidade – da luz, do pensamento, do “ruído” da verdade.

É a imagem, a natureza, a vida, a emoção, a razão – do sentido, da viagem.

Disfarço as rugas, abraço a fragrância, conjugo a(s) cor(es), a(s) textura(s), o “tempo”, os espaços, que reservam estímulos, arquitetam emoções, dão sentido às relações.

Atento, olho a vírgula, o ponto, o espelho.

Reparo, em mim, observo – leio, o outro, os outros, procuro a razão, a verdade, a justiça, a felicidade.

Consciente, aventuro-me no palco da relatividade do espaço-tempo, que me desnuda, absoluta e inelutavelmente, perante a atração dos estímulos, tão fortes como a força gravitacional que atrai «as maçãs de Newton» e, «a Lua, de Einstein».

Atento – observo, sinto, penso, decido, vivo.

Atento, olho a calçada, o passeio, enrugado, pela expressão dos anéis, alimentados pelos raios, de luz, que atraem, da opacidade subterrânea, as raízes, fortes, que arquitetam avenidas, cumprimentam a primavera, e nos “inspiram” – a viver.

Jorge Manuel Ventura

Professor

“Toda a arte e toda a investigação, e similarmente, toda ação e escolha, parecem prosseguir um qualquer bem; de acordo com isto, declarou-se, corretamente, que o bem é aquilo que por que tudo anseia.”

Ética a Nicómaco – 1094 a 1

O TEMPO

Capítulo 2

Olhei as horas, percebi o tempo, o momento, do dia, que se curvava, amena e humildemente, deslumbrado, fascinado, com o aproximar da noite, discreta e elegante, que nos convida ao regresso e nos estimula à viagem, pela história, memória, do dia, que a notícia desperta e, o silêncio – ruidoso, aproxima.

Saí, percorri o vazio, transpus a fronteira, regressei.

Viajei, pelo dia, pela notícia, pela memória, pela História, recente, onde, a cada ocaso, definido, calendarizado, transitório, sucede um – novo, (re)começo, definido, calendarizado, transitório, que parcela o tempo, o nosso tempo, contado – medido, em horas, dias, meses, anos, histórias, memórias.

Amanhã acontecerá um novo dia, que se submeterá à noite, à notícia, à História, às histórias. Previsível, manter-se-á incerto; misterioso, manter-se-á fascinante; conquistado, revelar-se-á comum.

Confundir-se-á com o tempo, o nosso tempo – esgotado, vivido, passado.

Amanhã acontecerá um novo dia, viver-se-á o futuro, fiel ao passado, ao experimentado, à expansão, à retração, à verdade, à ilusão, à promessa e à convicção.

Amanhã acontecerá o futuro, que se confundirá com o passado.

Hoje, percebi o tempo, a ilusão, o fascínio do novo e, a inevitabilidade, da repetição.

Amanhã, a noite, discreta e elegante, sucederá, de novo, ao dia.

Jorge Manuel Ventura

Professor

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Observação: Recorrentemente, somos confrontados com a inevitabilidade do que, invariavelmente, assumimos por – austeridade. Invariavelmente, a mesma quer significar cortes, congelamentos, impostos, certificados…

Nota: poder-se-ão descobrir novas fronteiras?

“ A cultura como um todo, nas suas várias manifestações, subsiste pela tradição.

A tradição é o esquecimento das origens.”

Edmund Husserl, The Origin of Geometry