A Voz do Silêncio

Caminho, de mão dada com a brisa, que derruba a Primavera, numa coreografia de sombras, que me expõe a luz, intensa, próxima, íntima, do Verão que se aproxima, atraído pela beleza e luminosidade, da Terra, que se inclina e me convida, com a voz do silêncio, a percorrer os trilhos, envergonhados, da simplicidade dos tons, escarlate, da humildade.

Rendido, percorro o tapete, estendido, da liberdade, que me conduz pelos recantos, elegantes, decorados pela simplicidade da paz, recatada, dos ambientes, amenos, da natureza discreta, esquecida, desprezada, perdida.

Escuto, na voz do silêncio, a declaração, tímida, da papoila, vaidosa, que emerge, solitária, de um jardim de cascas, pinhas e, ervas, que testemunham o embaraço, rosado, da surpresa, e beleza, da natureza, discreta, esquecida, desprezada, perdida.

Caminho, na companhia da brisa, amena, que me mostra, na pobreza, toda a beleza, da natureza.

Jorge Manuel Ventura

Professor

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