Porquê?


Interrogo-me, quando me interpelas, no calor da despedida – por que te olho? Por que te abandono? Por que te furto o sorriso, o olhar, a expressão?
(…)
Questiono-me, quando te olham, procurando ver-me – no silêncio, acético, de um grito de dor, de saudade, de amor; por que desisto? Por que te deixo? Por que te dispo?
(…)
Pergunto-me, porque me recordo do teu olhar tranquilo, com quem dialogava – por que o dizias? Por que o pedias? Por que não mentias?
(…)
Lembro-me, das longas conversas – íntimas, autênticas, moderadas – pela solidão da noite que espreitava a luz, rasgava as portadas e, mostrava as estrelas, o brilho, o olhar – expressivo, com que comunicavas, rias, choravas.
Porquê? Por que me trouxeste? Por que não fugiste? Por que não me traíste?


Jorge Manuel Ventura
Professor

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“Cada frase que pronuncio deve entender-se não como uma afirmação, mas como uma pergunta”.
Niels Bohr, Prémio Nobel da Física – 1922

“ A verdade e a clareza são complementares”.
Niels Bohr, Prémio Nobel da Física – 1922

“ O tempo passado é finito, o tempo futuro é infinito”.
Edwin Hubble, The Observational Approach to Cosmology (1937)

“Por detrás das Nuvens”


Em 11 de junho de 2020, partilhei, neste espaço, os “traços de personalidade” da “plataforma” que nos lançará numa “viagem” aos territórios, inacessíveis, da verdade absoluta, num exercício, dualista, da expressão da ausência.

Oportunamente, neste mesmo espaço, apresentarei o itinerário na expectativa de que, preparada a bagagem, possamos, na “ausência de gravidade”, viajar, por detrás das nuvens.

Jorge Manuel Ventura

Professor

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Observação: Consciente das, enormes, limitações, enquanto tripulante, peço, antecipada e, humildemente, desculpa pela, eventual, turbulência.