Forças Armadas
“Forças Armadas desinfetam, montam tendas e camas, transportam e dão alimentos.”
Nuno Ribeiro, Público | 1.04.2020
A detonação das bombas, noticiosas, que nos estremecem os tímpanos e enternecem o coração, perante o ataque, sem escrúpulos, a alvos civis e expostos, do inimigo que nos invadiu o território e violou a soberania, provocando baixas, com vida, vidas, com história, memória, dos tempos que nos embalavam, em sonos tranquilos, e nos seguravam, a mão, numa caminhada protegida, segura, que nos defendia, protegia, do perigo e do medo, de tudo, da noite e do escuro, trouxe, à luz, do dia, dos dias, estranhos e vividos, protegidos, escondidos, as Forças Armadas e a sua ação e missão.
São dias de crise, de perigo, de atenção e preocupação, que nos educam, reeducam, num exercício de memória do tempo da obrigação, do recenseamento, que nos dizia e fazia, sentir, mancebos, pequenos, numa instituição pesada, gigante, fundamental e relevante, para a vida, proteção e nação.
A crise, global, que, hoje, indiscriminada e arbitrariamente, se abateu sobre nós, invoca o conflito e a ação, concertada e subordinada, a princípios, tratados e pactos, partilhados, assumidos e assinados, por todos, representados nas instituições, que nos representam, a nós e às nações.
Observação: os tempos que vivemos, de ajuda transnacional e intervenção Militar, trazem-nos à memória os tratados, internacionais, fundamentais e fundacionais, do que, hoje, somos, e, hoje, como ontem, somos estado, nação, bandeira, instituição e razão, em reconhecer, na instituição, Militar, um pouco de nós.
As Forças Armadas representam-nos, hoje, em território nacional e internacional – no âmbito da NATO, da ONU, ou fruto de necessidades e preocupações bilaterais ou multilaterais, evocando o Pacto Atlântico, assinado em Washington, curiosamente, em abril, de 1949, que nos aviva o princípio da solidariedade e da proteção, mútuas, podendo inferir-se do seu artigo 5.º, o que hoje vivemos e percebemos – um por todos, todos por um, à imagem do oportuno – cuide de si, cuide dos outros.
Nota: O Pacto Atlântico foi assinado, em Washington, em 4 de abril de 1949, pelos cinco países signatários do tratado de Bruxelas, os EUA, o Canadá, a Noruega, a Dinamarca, a Islândia, Portugal e Itália.
Jorge Manuel Ventura
Professor


