“Sem a matemática, não é possível chegar ao fundo da filosofia; sem a filosofia não se chega ao fundo da matemática; e sem as duas, não se chega ao fundo de nada.”
Jean- Charles de Borda ( 1733-1799)
A expressão – “já não temos começos”, que sinaliza o início de Gramáticas da Criação, de George Steiner, convida-nos a olhar o amanhã, iluminado pela luz – natural, do sol que submete as sombras, de que Platão nos parece querer libertar, na procura e interpretação do “infinito”, que a matemática nos convida a vislumbrar.
Sou, assim, persuadido a olhar o amanhã como integrante de um eixo – temporal, real, que nos leva a viajar – pelo passado, e a experimentar contar – o tempo, finito, que Platão – no Fédon, parece querer contrariar.
É o tempo, sempre o tempo, que me parece preocupar, o amanhã, o futuro – a flexão verbal e o conhecimento que desejo conquistar.
Regresso, hoje, já tarde, ao final do dia, quando a noite chega e o amanhã, imperturbável, se anuncia devagar, convidando-me, como na caverna – de Platão, a olhar as sombras do que, amanhã, parece traduzir o recomeçar, contrariando o que nos anuncia o eixo – temporal, real, que nos adiciona parcelas – histórias, memórias, tempo, ao qual não é possível regressar.
“Já não temos começos”.
Jorge Manuel Ventura
Professor
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“Diz-se que a diferença mais importante entre a ciência e a tecnologia é o facto da primeira mudar a nossa maneira de ver o mundo e a segunda a nossa maneira de o viver. Seguindo esta ordem de ideias, podemos afirmar que o relógio mecânico foi uma das invenções mais revolucionárias da história da humanidade, e das que mais influenciaram a vida quotidiana das pessoas.”
Enrique Gracián
